BAHIA É CONDENADO A DOIS JOGOS COM PORTÕES FECHADOS POR SUPERLOTAÇÃO


O Bahia foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a jogar duas partidas com portões fechados por conta da superlotação nas arquibancadas do estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana, em partida realizada no dia 29 de maio, contra o Santos, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. O público anunciado no confronto foi de 16.842 torcedores (16.089 pagantes). A punição não vale para o duelo desta quarta-feira, contra o São Paulo, marcado para a Arena Fonte Nova, e também não será aplicada a jogos válidos pela Copa do Brasil.
As duas partidas com portões fechados serão contra o Internacional, no dia 26 deste mês, pela 12ª rodada do Brasileirão, e contra o Goiás, no dia 9 de agosto, pela 14ª rodada da Série A. Os dois jogos estão marcados para a Arena Fonte Nova. O Bahia só voltará a contar com o apoio da torcida em casa pelo Brasileirão no dia 20 de agosto, contra o Criciúma.
Além de condenado a mandar duas partidas sem torcedores, o Bahia também precisará pagar multa de R$ 30 mil. A punição máxima era de 20 jogos com portões fechados e multa de R$ 100 mil. Na denúncia, a Procuradoria Geral do STJD acusou a presença de público acima da capacidade máxima do estádio, citou a confusão criada nas arquibancadas como produto da superlotação e lembrou que torcedores precisaram pular o alambrado em direção ao gramado por conta do excesso de pessoas no Joia da Princesa. O Tricolor também foi denunciado por conta de uma lata de cerveja atirada por um torcedor na direção do técnico santista, Oswaldo de Oliveira.

O Bahia foi denunciado com base no artigo 213 do CBJD, que prevê punição para o clube que ‘deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto; invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo; ou lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo’. 

Logo após o jogo contra o Santos, o perfil oficial do Bahia postou que muitas pessoas entraram no estádio graças à gratuidade cedida pela administração local. 


– A informação que temos é de que mais de 1.200 pessoas entraram sem pagar (idosos, policiais e crianças), e isso está provocando a confusão. As gratuidades são conferidas pela administração do estádio, de propriedade do município de Feira – anunciou o clube.

O presidente da Federação Bahiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues, também se manifestou horas após o jogo e negou a possibilidade do Joia da Princesa ter recebido um número maior de torcedores do que a sua capacidade.
– Não houve a superlotação que falaram. A capacidade oficial do estádio, atestada por laudos técnicos, é de 16.274 torcedores. Foram vendidos 16.089 ingressos e os não pagantes não ultrapassaram a capacidade total. O que aconteceu foi que quem comandou o policiamento supervalorizou o espaço para a torcida do Santos. Não é nenhuma crítica à Polícia Militar, mas na realidade foi isso o que aconteceu – defendeu o dirigente.
Por meio de nota, a Polícia Militar da Bahia afirmou que a FBF teria enviado um documento estimando o público do jogo em 10 mil pessoas e confirmou o arrombamento de um dos portões do estádio, com invasão de torcedores no estádio. A entidade ainda diz que não identificou o torcedor que arremessou uma lata de cerveja em direção ao técnico Oswaldo de Oliveira.