Pai do menino que morreu em queda do 6º andar será indiciado por abandono, diz delegada

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Rafael e o filho Guilherme (Foto: Reprodução)

O pai do garoto Guilherme, de 5 anos, que caiu do 6ª andar de um prédio no bairro de Brotas, Rafael Yokoshiro vai ser indiciado por abandono de incapaz. O acidente aconteceu na madrugada do dia 24 de novembro. Guilherme chegou a ser resgatado pelo pai, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Maria Dail Sá Barreto, titular da 6ª Delegacia (Brotas), Roberto será indiciado assim que sair o resultado do laudo. “O resultado deve sair na primeira quinzena de janeiro”, disse ao CORREIO.

Ainda segundo a delegada, Rafael disse em depoimento que iria se manter em silêncio sobre aonde estava no momento do acidente. “Ele disse que queria se manter em silêncio, mas nós já temos uma ideia de onde ele estava. Ele foi se encontrar com alguém e nós estamos tentando localizar essa pessoa”, contou.

Entretanto, para a titular da 6ª delegacia, independente de onde Rafael tenha ido, o crime já foi consumado. “Onde ele foi interessa apenas a ele. Independente de onde ele foi o crime já foi cometido, ele abandonou o menino em casa”, esclarece. Maria Dail informou ainda que aguarda a perícia na rede de segurança e quer ouvir a empresa responsável pela instalação da rede para concluir o inquérito. “Queremos saber quando a rede foi colocada, o prazo de validade e quantos quilos ela aguenta. Queremos saber também se houve má colocação”, explica.

Conforme a delegada, Rafael pode pegar uma média de 4 a 12 anos de prisão pelo crime de abandono de incapaz. “Pode ser também que ele receba perdão judicial. Em caso quando acontece a morte de um filho, o juiz pode não dar a pena. Cabe ao juiz decidir. Pode ser que ele seja preso também”, afirma a delegada.

Relembre o caso
Guilherme estava em casa com o pai, o engenheiro de produção Rafael Yokoshiro, no momento do acidente. O caso aconteceu por volta das 3h30 do dia 24 de dezembro, no prédio Morena Rosa, que fica na rua Ariston Bertino de Carvalho, no bairro de Brotas.

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local, mas a criança já estava morta. A tela de nylon de proteção que fica na janela estava cortada. (Correio)